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    MUDAMOS DE ENDEREÇO!!!

    Mesmo nome, os mesmos Perrusi -- não sabemos bem o que pode significar tal afirmação.

    Crônica, política, doidice, o escambau!

    O NOVO: http://www.blogdosperrusi.com

    Sejam bem-vindos!



    Escrito por Perrusi Filho às 22h57
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    PERSEGUIÇÃO II

    Continuando a campanha contra a censura e a intimidação, publico um texto do Acerto de Contas, abordando o assunto e apoiando o Blog do Santinha.

    Lá vai:

    Atentado à Liberdade de Expressão
    Zé Neves quer tirar Blog do Santinha do ar

    ze-neves.jpg 
    Alguém tem que avisar ao ex-cartola: jornalista não escreve com as mãos

    Hoje faz exatamente um semana que publiquei a ameaça do filho do ex-vereador e ex-presidente do Santa Cruz José Neves de processar o Acerto de Contas por causa de um comentário que fiz sobre política e futebol (ver aqui). Pois, passada essa semana, vejo que o senhor José Neves parece estar querendo processar toda a blogosfera. Em ação ajuizada na 28ª Vara Cível do Recife, o ex-cartola pede a desabilitação do Blog do Santinha, fundado pelos jornalistas Inácio França e Samarone Lima.

    Desabilitar, para que fique bem claro, significa tirar do ar, apagar todo e qualquer rastro da existência do blog da internet. É a exterminação pura e simples de um legítimo canal de expressão daqueles que não se sentem representados pela grande mídia e sua eterna aliança com os donos do poder. 

    A atitude dos Neves contra a blogosfera me fez recordar um episódio clássico do jornalismo brasileiro.

    Era começo dos anos 1960, quando o jornalista Antônio Maria (nascido no Recife e radicado no Rio) é covardemente espacado por capangas do então governador do antigo estado da Guanabara (hoje Rio de Janeiro), Carlos Lacerda. Os capangas quebraram todos os dedos das duas mãos de Antônio Maria. Mas, no dia seguinte, um novo artigo do jornalista com duríssimas críticas a Lacerda é publicado, para o espanto de todos. O texto não se referia ao espancamento. Apenas na última linha estava escrito: “Eles pensam que a gente escreve com as mãos.”

    Pois é, senhores donos do poder. Se vocês estudassem o passado, iriam ver que jornalista que se preze não escreve com as mãos e, sim, com idéias. Se olhassem para o futuro, iriam saber que não vão calar a sociedade tirando um blog do ar.



    Escrito por Perrusi Filho às 18h49
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    PERSEGUIÇÃO

    Não chegaria a dizer que as pessoas tementes ao debate e patrocinadoras da censura são estúpidas, mas diria que as pessoas estúpidas são geralmente contra o debate e a favor da censura. Temos mais um caso de estupidez e de perseguição a jornalistas. E o perseguidor é o de sempre. Parece ser insaciável nessa empreitada. Algumas postagens atrás, noticiei as ameaças feitas pelo seu filho ao blog Acerto de Contas (aqui e aqui). Agora, acontece novamente, e a vítima é o maior blog esportivo de Pernambuco: o Blog do Santinha! Tudo indica que Zé Neves e caterva não se recuperaram do trauma da derrota na última eleição do Mais Querido. Não se recuperaram, não gostaram e estão utilizando uma tática bem comum nos bas-fonds da política mais rasteira: a censura, a intimidação e a "judicialização" da liberdade de expressão.

    Por isso, toda a solidariedade ao Blog do Santinha, em particular a Inácio e a Samorone, seus idealizadores. Não se preocupem: o passado não voltará, pois o futuro é nosso.

    Lá vai a nota explicativa sobre o imbróglio, que acabou de sair no Blog do Santinha:

    Ex-presidente do Santa Cruz vai à Justiça tentar calar o Blog do Santinha  

    O presidente da Futebol Brasil Associados (FBA), ex-presidente do Santa Cruz e ex-vereador do Recife, José Cavalcanti Neves Filho, entrou na Justiça estadual com uma ação para tirar do ar o Blog do Santinha. 

    Na ação, que tramita na 28ª Vara Cível da Comarca de Recife (www.tjpe.gov.br , processo nº 001.2007.022862-1), o presidente da entidade que gere os recursos das cotas de patrocínio dos clubes da Segunda Divisão pede a desabilitação do Blog que se transformou no principal fórum de discussões dos torcedores do time que ele presidiu, sob o argumento de que o intuito do Blog do Santinha seria "denegrir a imagem e a moral do autor". Além disso, ele quer receber, a título de indenização por supostos danos morais, a quantia de R$100.000,00 (cem mil reais).

    O processo judicial - direito constitucional de quem se julga prejudicado ou ofendido - foi ajuizado contra os jornalistas Inácio França e Samarone Lima, fundadores da página, que conta com a colaboração de, pelo menos, outros vinte tricolores.

    A contestação de Inácio França foi apresentada ontem, defendendo que o sr. José Neves jamais sofreu quaisquer danos morais por conta das postagens publicadas pelo Blog desde agosto de 2005, quando o site foi criado, além de rechaçar o pedido de desabilitação do Blog.

    Mais que vencer uma batalha jurídica propriamente dita, o Blog do Santinha informa aos torcedores corais e a todos que freqüentam esse espaço virtual que a nossa intenção é mobilizar blogueiros de todo o país, internautas, militantes pela liberdade na Internet, políticos e entidades da sociedade civil, para denunciar isso que entendemos como uma tentativa de censura à liberdade de expressão e uma tentativa de intimidação a quem exerce o direito de crítica, direitos considerados fundamentais pela Constituição Federal.

    Como sempre aconteceu nesses dois anos, não fugiremos do bom combate por uma causa justa, tampouco deixaremos de lado o que nos encanta na vida: música, ironia, poesia, beleza, alegria e lágrimas... tudo isso que, vez ou outra, os internautas encontram no Blog do Santinha.

    À Justiça caberá decidir quem está com a razão e que a justiça se faça. A quem entende que o pedido de desabilitação do Blog do Santinha atenta contra princípios democráticos, solicitamos que se engaje nessa nossa campanha, até mesmo para evitar novos casos similares.

    Obs: por orientação do advogado de Inácio França, solicitamos que xingamentos, acusações, queixas, reclamações e/ou adjetivações não positivas contra o sr. José Neves sejam evitados. O Blog do Santinha não pretende se voltar para um triste passado que entende para sempre enterrado no Santa Cruz; pretende é conseguir o apoio de quem é contra a censura.



    Escrito por Perrusi Filho às 12h18
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    PERSONAL FRIEND

    No famoso blog do Catatau, soube de um fato curioso: a existência do "Personal Friend". Fiz lá um comentário, que reproduzo aqui, aprofundando mais a questão. Vejam a reportagem sobre esse novo e instigante personagem da vida hodierna -- na verdade, muito mais uma propaganda:

    "Seus amigos não te ouvem? Está se sentindo só? Não tem companhia para dar uma volta no shopping? Seus problemas acabaram! Depois do personal trainer e do personal stylist, um novo profissional batizado com o modismo do prefixo em inglês chega ao mercado para atender aos solitários de plantão: o amigo de aluguel. O personal friend (ou amigo pessoal), criação do empresário carioca Silvério Veloso, de 42 anos, surgiu em novembro do ano passado. A um preço que restringe a clientela a membros das classes média e média alta - R$ 300 por sessão, com duração de 50 minutos - ele já conta com cerca de 20 "amigos" fiéis.

    - É como se eles estivessem comprando mesmo um amigo. A gente conversa sobre tudo. A pessoa fala o que quiser, é um amigo de confiança que ela tem ali, mas é tudo profissional - explica Silvério, graduado em educação física, com mestrado em gestão de negócios e especialização em empreendedorismo comportamental.

    Escritório itinerante: O personal friend faz questão de enfatizar que não entra no ramo da psicologia. Seu diferencial seria o fato de ir aonde o cliente está. Sem escritório fixo, Silvério realiza as sessões em shoppings, restaurantes ou numa caminhada no calçadão"


    Bem, fiz várias associações em relação ao "personal friend". Confesso que, inicialmente, tive um certo desprezo pela figura, além de sentir a mesma coisa pelas pessoas que precisam desse tipo de ajuda. Desprezei, no fundo, a necessidade da ajuda. Achei uma frescura, para ser franco; talvez, por causa do tipo de clientela -- "dar uma volta no shopping" foi uma frase mortal. A necessidade parecia-me extremamente fútil. Se fossem pelo menos deprimidos ou velhinhos solitários, pensei.

    Prossegui com a mesma sensação. Continuei a pensar e a fazer julgamentos de valores. Pensei que o fenômeno era a consequência da mercantilização crescente de todas as esferas da vida. A onipresença do "fetiche da mercadoria", digamos assim. Os sentimentos e as ligações afetivas, agora, podem ser comprados. Existe um "mercado afetivo". O solvente universal, o dinheiro, conseguiu quebrar mais uma barreira, antes aparentemente intransponível: a amizade. A mercantilização do afeto destrói as fundações morais da afetividade, trocando-as por relações de interesse. A amizade vira um contrato, mediado pelo dinheiro e por regras profissionais.

    Porém, depois de um certo tempo de reflexão, abordei o assunto por um outro ângulo. Não que julgue errado o raciocínio do "fetiche da mercadoria"; na verdade, acho-o insuficiente e, também, dosado por um preconceito de raiz provavelmente cristã contra o vil metal (inegavelmente, eu gosto de dinheiro; afinal, sou de esquerda). Assim, fui parar numa reflexão mais "culturalista".

    Para utilizar a belíssima fórmula de Weber, estamos numa cultura onde existe o sentimento de uma inconcebível solitude interior. Pensei o "personal friend" como uma consequência do individualismo moderno. Perguntei-me, assim: é o preço da nossa liberdade, a solidão? O indivíduo, livre das tradições, não aguentaria o peso da autonomia?

    A individualidade moderna, enquanto referência imaginária, não precisa de guia e de referências externas. O indivíduo julga o mundo por si e de si mesmo. São indivíduos, avant la lettre, que não têm destino, fazem o seu destino; que não percebem sentido no mundo, projetam seu sentido. Sua forma de estar-no-mundo passa pela exteriorização da sua interioridade.

    Nós temos como compulsão a realização de si, isto é, a afirmação de um ego no mundo. Somos obrigados a ser feliz. Antigamente, a verdadeira felicidade existia, mas não aqui, e sim lá no céu, junto de Deus. A felicidade está agora aqui e ao alcance de todos ― essa é a maior promessa do sujeito iluminista. Ser feliz, assim, não é um sinal de eleição ou de enquadramento nos ditames morais de uma tradição religiosa, e sim um sintoma de realização egóica.

    Há um constrangimento em realizarmos nossa potência, nossas disposições inatas, exercitando nossas aptidões. Temos que garantir nossa autenticidade, esse valor tão procurado no mundo contemporâneo. Temos que, assim, escolher o tempo todo. Escolha, a  suprema liberdade do indivíduo. Escolhendo, doma-se o destino, pois nós queremos controlar nosso destino. É um ato de vontade (uma categoria central da filosofia moderna).

    Talvez, o “personal friend” signifique o fracasso do indivíduo-soberano. O indivíduo está só, mas está “livre”. Fabrica projetos, procura motivações, pede comunicação. Não vai ter mais medo da culpa, pois ficará apavorado com o fracasso.

    Pois é… passamos da culpa para o medo da responsabilidade.

    O indivíduo começa a sentir o peso da liberdade e e a pressão da soberania da individualidade. Não causa surpresa que a doença do espírito nesse início de milênio não seja uma baseada no conflito. Através do conflito, o indivíduo era/é capaz de manter uma separação entre o que é possível e o que é permitido. Separando-se de si, era/é possível encontrar uma unidade. Não a encontrando, o indivíduo podia incorporar a doença-paradigma do excesso de disciplina: a histeria, a neurose do conflito. Tudo isso fincado nesse valor, também formador do individualismo: a disciplina (Foucault, claro).

    O seu nascimento representou o surgimento de um mundo onde o controle do corpo passa pelo controle da "alma". Um mundo no qual a tradição vai aos poucos perdendo sua força normativa, dissolvendo-se no "desencanto do mundo". Um mundo comandado pela expansão de uma ética baseada no individualismo.

    A Reforma trará o paradigma emocional da disciplina: conflito e culpabilidade; o Espírito do Capitalismo, o indivíduo-empreendedor, a busca da felicidade na competição e nos mercados. A moralidade vai afastando-se da emoção. A luta pela acumulação de riquezas não entra mais em contradição com a ascese e o comportamento repressivo. A economia liberta-se da moral. A rotina, ao perder de vista a tradição, torna-se vazia – o hedonismo, aos poucos, vem preenchê-la.

    Mas a disciplina ainda guarda uma relação de dependência com o mundo tradicional, pois ainda impõe limites à plena soberania do sujeito. A repressão sexual e a obediência disciplinar respeitam a tradição ― como a tradição, a disciplina vem de fora. A culpabilidade lembra sempre o vínculo com o passado, mesmo que já seja cada vez mais por um processo neurótico; o conflito reflete um sintoma de ruptura com o passado, mas apenas para reafirmá-lo de forma repetitiva. E, apesar do crescente hedonismo, o indivíduo-soberano possui claros limites, navegando apenas entre o permitido e o proibido.

    O indivíduo-soberano encontra seu momento de realização histórica na dita "Revolução de 68". A partir dessa explosão, a individualidade transformar-se-á continuamente. A interioridade do indivíduo será menos regrada pelo duo permissão-proibição do que pelo abismo entre o possível e o impossível ("é proibido proibir" – lembrar sempre dessa palavra-chave da radicalização do individualismo). Os comportamentos passam a ser balizados menos por uma obediência disciplinar do que pela decisão e pela iniciativa pessoais. Tal radicalização da liberdade individual corre pari passu com a instauração da sociedade de consumo. A pessoa não acumula tanto, não mais se reprime; ela consome, exterioriza-se. Não age mais conformada a uma ordem externa; age utilizando seus próprios recursos, suas competências e aptidões cognitivas. É a liberdade: fabrica projetos, procura motivações, pede comunicação. Não vai ter mais medo da culpa, pois ficará apavorada com o fracasso. "68" significará o deslocamento normativo da culpa à responsabilidade.

    A pedagogia moderna formatou a radicalização do individualismo através principalmente da valorização da concorrência. Houve no imaginário social uma supervalorização da competição. Um culto à performance. Torna-se uma "obrigação" a visibilidade da subjetividade. Produz-se uma ode ao visível: desde o acting-out até a visibilidade dos excluídos através da violência (torcidas organizadas, gangues de bairro, tribos urbanas...).

    Num sistema competitivo democrático, o indivíduo precisa mostrar-se, pois somente tornando transparente a sua performance pode ser julgado. Na competição, o indivíduo encontra a justa avaliação. Assim, a pedagogia da concorrência reverteu um antigo tabu: a concorrência não é mais vista como antagônica à justiça. Os "velhos" sistemas de solidariedade precisavam proteger o indivíduo dos efeitos perversos da concorrência, pois se pensava que era fonte de desigualdade; agora, a justiça é produto da concorrência.

    Ocorre, assim, um deslocamento da sensibilidade igualitária: da solidariedade social ao egoísmo da justa concorrência, da preocupação com o acesso dos mais fracos a uma vida digna ao modelo esportivo do "vença o melhor". Paradoxalmente, mesmo num mundo cheio de incertezas, o risco é valorizado e colocado como o preço da liberdade.

    O pano de fundo de toda essa nova situação: a fragmentação da existência. O indivíduo depende apenas de si mesmo para vencer na vida. Sozinho, produz a construção solitária de sua performance. Tenta cotidianamente construir a si mesmo. Agora, a identidade é uma construção individual, isto é, uma responsabilidade do indivíduo. O destino é uma construção idiossincrática: não tem raiz no passado, nem aponta para o futuro, firma-se no presente, no aqui e agora.

    O sucesso torna-se um meio fundamental de julgamento de valor. Novamente, outra quebra de tabu: o sucesso não é mais visto com desconfiança. Não é mais percebido como uma ilusão, virou norma de conduta. O sucesso é individual e prova de reconhecimento não mais de Deus, como na Reforma Protestante, mas da sociedade. Seria o sinal mais evidente de que a competição produziu justiça. Cria-se a ideologia do empreendedor, base volitiva do sucesso.

    A busca da felicidade é um empreendimento. O acesso ao empreendimento é universal. Só é preciso vontade. O "empreendimento" é a mais nova forma de voluntarismo na contemporaneidade. Seria a filosofia de vida de uma determinada classe média. A ênfase recai completamente na defesa da independência do indivíduo.

    O indivíduo torna-se absolutamente responsável. Antigamente, admitia-se a responsabilidade, agora se exige. Todos devem se comportar como indivíduos responsáveis. A responsabilidade é um componente essencial  socialização moderna. Crise de responsabilidade equivale à crise existencial.

    Mas o fracasso, agora, é individual. Aos poucos, vai tornando-se um handicap, principalmente o fracasso escolar e o profissional. De handicap a neurose, um pulo: a pedagogia transforma-se também numa terapêutica do fracasso. A doença do fracasso é a doença da responsabilidade. Ocorre o declínio do conflito no espaço da identidade. A histeria, doença do conflito, desaparece de cena e quem domina é a depressão, doença do fracasso.

    Agora, a doença do espírito é outra: entregue a si mesmo, o indivíduo sofrerá, caso fracasse, a doença do começo do milênio: a depressão, a doença da responsabilidade individual. A busca compulsiva pela felicidade e/ou a busca solitária pela realização pessoal podem ser sintomas de liberdade, mas têm um preço alto a pagar: o fracasso. A depressão, nesse sentido, é sintoma de fracasso, de déficit, de ausência, de perda da iniciativa, do malogro da responsabilidade, da tragédia da insuficiência, da história de uma individuação impossível… Surge essa figura tão decantada pelos filmes e séries americanos: o "loser"! 

    E, no limite, aparecerá ainda outra doença correlata: a doença da performance, fruto da extrema insegurança causada pelo imperativo de se realizar como indivíduo-soberano. Sintoma: falta de auto-estima; conjunto de sintomas: a síndrome do pânico -- comumente uma espécie de "histeria" masculina, o gênero-alvo da doença da performance.

    Pois é...

    Solitários.

    A lacuna é verdadeira. Precisamos, de fato, de um "personal friend". É um profissional necessário. Virará um fato natural. E a amizade, nesse mundo velho e enfadado, uma rara obra-de-arte. Por isso, devemos valorizá-la cada vez mais -- como se fosse algo perdido.

    Que já se perdeu.



    Escrito por Perrusi Filho às 00h06
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    PLÁGIO

    Recebi uma mensagem extremamente desagradável de meu amigo Marconi Leal -- maiores informações, no  seu blog: AQUI. É um caso de plágio. Cotejei os dois textos e posso dizer: o plágio é escandaloso! O autor da cópia nem tentou embromar; aliás, vulgarizou com pequenas modificações o texto de Marconi.

    Reproduzo aqui a mensagem:

    Em sua coluna deste domingo no Jornal do Brasil, o escritor Fausto Wolff simplesmente usa um texto meu, com quase todos os pontos e as vírgulas, sem me dar o crédito. Faz isso como se o texto fosse dele e não estivesse cometendo delito algum ao utilizar a produção intelectual de outrem. Comparem. Aqui, o texto do JB, saído hoje, 30 de setembro:
     
     
     
    Aqui, o meu, publicado no dia 16 de abril deste ano e devidamente registrado na Biblioteca Nacional:
     
     
    Só descobri a fraude graças a um leitor que fez a gentileza de me avisar. Peço encarecidamente aos mais chegados ou mais interessados que divulguem o ocorrido o mais que possam, denunciem o caso, escrevam ao jornal. O endereço eletrônico da editora do JB Online é alinefreire@jb.com.br   .Quem souber o e-mail do editor-chefe do JB impresso, por favor, me repasse. Repassem também esta mensagem. Agradeço de antemão.
     
    Abraços,
    Marconi Leal.


    Escrito por Perrusi Filho às 12h41
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